sexta-feira, 25 de maio de 2018

Jimmy Hamilton

(Dillon, Carolina do Sul, 25 de maio de 1917)


Jimmy Hamilton, um dos grandes clarinetistas do jazz, também saxofonista tenor, arranjador, compositor e educador, integrou a orquestra de Duke Ellington por vinte e cinco anos e ajudou a definir o som da orquestra. Ellington também confiava em suas habilidades de improvisação, e Hamilton logo se tornou um dos improvisadores mais importantes da orquestra. No final dos anos 1950, quando Ellington e Billy Strayhorn mudaram o estilo de composição, Hamilton tornou-se mais proeminente na orquestra. O tom cool de Jimmy Hamilton e seu estilo avançado, que acabou sendo influenciado pelo bop, inicialmente incomodaram alguns ouvintes mais acostumados com o som mais quente de Barney Bigard em New Orleans, mas Hamilton acabou vencendo. Hamilton também tocou saxofone tenor. Enquanto suas improvisações com o clarinete são contidas, seus solos no saxofone tenor são contundentes e emotivos.  Depois de deixar Ellington em 1968, Jimmy Hamilton mudou-se para as Ilhas Virgens, restringiu sua atividade musical, tocando em shows locais, em hotéis e ensinando música em escolas públicas. 

Do álbum ‘Sweet But Hot’ (1954)

Jimmy Hamilton - clarinete
Clark Terry - trompete
Barry Galbraith - guitarra
Sidney Gross - guitarra
Oscar Pettiford - baixo
Osie Johnson - bateria

Jimmy Hamilton - Blues for Clarinet


St.Croix, Virgin Islands, 1985

Jimmy Hamilton - sax tenor
Gary Mayone - piano
Joe Straws - baixo
Delroy Thomas - bateria

Jimmy Hamilton - C Jam Blues 

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Archie Shepp

(Fort Lauderdale, Flórida, 24 de Maio de 1937)


Archie Shepp é um saxofonista tenor do estilo hard bop, free jazz e avant-garde. É mais conhecido pela sua música do fim dos anos 1960, centrada na denúncia das injustiças enfrentadas pelos afro-americanos, e pelo seu trabalho com o grupo 'New York Contemporary Five' de jazz avant-garde, parceria com o pianista Horace Parlan, e as colaborações com os seus contemporâneos do movimento 'New Thing', principalmente o pianista Cecil Taylor e John Coltrane. 

Quando Archie Shepp ouviu pela primeira vez John Coltrane no ensino médio, ele foi procurar o seu herói de jazz e acabou encontrando-o no icônico clube de jazz e agora extinto Red Rooster. As apresentações de Coltrane naquela noite foram limitadas, e Shepp, um lendário saxofonista por direito próprio, se lembra de ter deixado o clube desanimado. Não havia nada a dizer, mas Shepp descobriria mais tarde o quão Coltrane estava, nos anos seguintes, disposto a inovar não somente o seu som, mas o da música de jazz como um todo. O que era ainda menos previsível era o papel que o próprio Archie Shepp iria desempenhar para ajudar a desvincular o jazz de suas construções tradicionais com o free jazz.

Em 1965, Archie Shepp foi um dos 10 músicos trazidos para o rebanho de Coltrane para a gravação do álbum 'Ascension'. A sessão provou ser um momento decisivo na evolução do free jazz. Experimentação e improvisação foi a regra para gravar 'Ascension' e cada um foi dado seu próprio solo. Coltrane se recusou a dar qualquer direção específica sobre onde levar a música. O resultado é uma gravação libertadora, repleta de momentos de puro êxtase e mostrou o quão aberto e fluido o jazz poderia ser quando liberto da trela.

Do álbum 'Black Ballads' (1992)

Archie Shepp - sax tenor, sax alto
Horace Parlan - piano 
Wayne Dockery- baixo 
Steve McRaven- bateria 

Archie Shepp - How deep is the ocean

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Rosemary Clooney

(Maysville, Kentucky, 23 de maio de 1928)


Antes da chegada do rock'n'roll, Rosemary Clooney era uma das cantoras mais populares. Junto com Doris Day e Peggy Lee fazia parte do movimento 'girl singer'. Ela não era uma improvisadora e não tinha técnica para competir em pé de igualdade com as maiores cantoras de jazz no entanto, seu fraseado e dicção são impecáveis, com voz suave, seu estilo era perfeito para as big bands e gravou com grandes orquestras e arranjadores de primeira linha como Benny Goodman e Duke Ellington. Além disso, ela era uma intérprete sensível e emocionalmente comprometida com as letras das canções. Vários problemas pessoais conspiraram para interromper sua carreira nos anos 60, culminando em um colapso nervoso. 

Do álbum 'Rosemary Clooney Sings Ballads' (1985)

Vocal – Rosemary Clooney
Piano – John Oddo
Sax Tenor – Scott Hamilton
Trompete – Warren Vaché
Guitarra – Ed Bickert
Baixo – Chuck Israels
Bateria – Jake Hanna

Rosemary Clooney - The Days Of Wine And Roses



Rosemary Clooney - It Don't Mean A Thing e I'm Checkin' Out, Goombye (1991)

terça-feira, 22 de maio de 2018

Sun Ra

(Birmingham, Alabama, 22 de maio de 1914)


Afirmando ser um extraterrestre de Saturno, Sun Ra dirigiu a sua big band formada em 1934, que chamou de 'Arkestra', para inóspitas regiões da música, muito distante do jazz mainstream. Com Fletcher Henderson foi pianista e arranjador em 1946. Depois disso apareceu em alguns registros obscuros e em 1953 levou sua big band para Chicago. Em 1961 mudou-se para Nova York, onde aberto às influências de outras culturas realizou seus trabalhos mais avançado. De todos os músicos de jazz, Sun Ra foi provavelmente o mais controverso, excêntrico e divertido. Ninguém o levava a sério, ou ele se apresentava com trajes do antigo Egito ou com trajes de ficção científica. 

Sua discografia é muito irregular e não conta com datas de gravação sendo realmente difícil dizer o quão algumas de suas inovações eram avançadas. Além disso, embora houvesse momentos em que suas apresentações eram brilhantes, em outras ocasiões eram fora de sintonia e absurdas. Os puritanos torcem o nariz para Sun Ra, mas muitos fãs foram atraídos para o jazz encantados pela sua improvisação e bom humor. Apesar de todas as armadilhas, Sun Ra foi um grande inovador. Depois de se encaminhar a uma outra dimensão, a sua Arkestra ainda realiza apresentações, mas os espetáculos perderam o seu vigor e humor dos tempos em que o tecladista de Saturno ainda vagava pela Terra.

Do álbum 'Jazz in Silhouette' (1958)

Piano - Sun Ra
Sax Tenor – John Gilmore
Sax Alto – Marshall Allen
Sax Baritono – Charles Davis 
Trombone – Julian Priester
Trompete – Hobart Dotson
Baixo– Ronnie Boykins
Bateria – William Cochran

Sun Ra - Enlightenment



BBC Jazz on 3, 2014

Tara Middleton -- vocal e violino
Marshall Allen -- sax alto 
Knoel Scott -- sax alto e percussão
Charles Davis -- sax tenor
Shabaka Hutchings -- sax tenor e clarinete
Danny Ray Thompson -- sax baritono e percussão
Cecil Brooks -- trumpete
Dave Davis -- trombone
Farid Barron -- piano
Dave Hotep -- guitarra
Tylor Mitchell -- baixo
Elson Nascimento -- percussão
Stanley Morgan -- percussão
Wayne Smith Jnr -- bateria

Sun Ra Arkestra - Love In Outer Space (live, 2014)

domingo, 20 de maio de 2018

Joe Cocker

(Crookes, Reino Unido, 20 de maio de 1944)


A sua interpretação de 'With a Little Help from My Friends’ em Woodstock em 1969 colocou-o na trilha do sucesso. E o dueto com Jennifer Warnes na canção ‘Up Where We Belong’ lhe deu um Grammy em 1983, além de vários outros prêmios. Conhecido por sua voz rouca e pelos movimentos dos braços durante as apresentações, Joe Cocker formou em 1960, juntamente com três amigos, o seu primeiro grupo, ‘The Cavaliers’. Em 1961, continuou sua carreira com um novo grupo. Durante o dia, Cocker trabalhava num posto de gasolina e à noite tocava em pubs de Sheffield, interpretando covers de Chuck Berry e Ray Charles. Em 1963 aconteceu o primeiro show significativo quando apoiaram os ‘Rolling Stones’. Em 1964, Cocker assinou um contrato com uma gravadora e lançou seu primeiro single solo, um cover dos ‘Beatles’, ‘I'll Cry Instead’ com Jimmy Page tocando guitarra. Foi um fracasso apesar da ampla promoção da gravadora que desfez o contrato. 

Em 1966, Cocker formou nova banda, tocando em bares locais o grupo chamou a atenção de Denny Cordell, produtor do ‘Procol Harum’ e ‘The Moody Blues’, e Cocker gravou o single ‘Marjorine’. Após o sucesso com ‘Marjorine’ surgiu o grande momento com um rearranjo inovador de ‘With a Little Help from My Friends’. Ao misturar rock e ‘soul music’, Cocker encontrou seu caminho com a releitura da famosa música dos Beatles. Impressionados com a gravação, Paul McCartney e George Harrison permitiram que Cocker usasse suas músicas para os álbuns futuros. Essa seria sua marca dali em diante, gravar canções famosas transformadas no seu estilo inconfundível. 

Apesar da relutância de Cocker para aventurar-se novamente na estrada, ele teve que formar rapidamente um novo grupo a fim de cumprir suas obrigações contratuais com Denny Cordell. O novo grupo evoluiu para o rock blues e a banda muitas vezes foi comparada com os ‘Rolling Stones’. Com a nova banda, Cocker percorreu 48 cidades e o ritmo da viagem foi desgastante surgindo problemas pessoais o que levou Cocker a começar a beber e usar drogas excessivamente. Depois de passar vários meses em Los Angeles, Cocker voltou para casa e sua família preocupou-se com a sua deterioração física e mental. 

No início de 1972, após quase dois anos longe da música, Cocker esteve em turnê com um grupo que Chris Stainton tinha formado. Pouco tempo depois, Stainton decidiu parar com a sua carreira musical para criar seu próprio estúdio de gravação. Após a partida de seu amigo e do antigo produtor Denny Cordell, Cocker afundou em depressão e começou a usar heroína. Voltou ao estúdio para gravar um novo álbum, mas apesar das críticas positivas, o problema de Cocker eram as apresentações ao vivo, em grande parte devido ao álcool. Retornou nos anos 80 com grande sucesso até os anos 90 com várias canções, principalmente a ‘You Are So Beatiful’.

Do álbum 'First We Take Manhattan' (1999)

Joe Cocker - First We Take Manhattan


Metropol, Berlim, Alemanha, 1980

Guitarra - Cliff Goodwin
Baixo - Howard Hersh
Keyboards - Larry Marshall
Piano - Mitch Chakour
Bateria - B.J. Wilson
Vocals - Maxine Greene
Vocals - Ann Lang
Vocals - D.E. Washburne

Joe Cocker - A Whiter Shade Of Pale (live, 1980)



sábado, 19 de maio de 2018

Johnny Alf

(Rio de Janeiro, 19 de maio de 1929)


Johnny Alf foi um dos precursores da linguagem da bossa nova que ele iniciou na década de 1950 com seu piano e muito swing, de boate em boate, de bar em bar. Algumas de suas músicas compostas nessa época, chamavam a atenção pela melodia e harmonia modernas e revolucionárias para a época e uma enorme afinidade com o jazz. O jazz sem dúvida influenciou muito a linguagem musical de Johnny Alf, o seu jeito de tocar piano e suas canções se prestam perfeitamente a arranjos instrumentais e à improvisação. 

No bar do hotel Plaza, na Avenida Princesa Isabel, Johnny Alf tocava a música mágica e encantava novatos e profissionais. Para entender aquela harmonia tão diferente ficavam à sua volta, Sylvinha Telles, Carlinhos Lyra, Roberto Menescal, Nara leão. Também fascinados, ficam os profissionais, Tom Jobim, Lúcio Alves, João Donato, Billy Blanco, Dolores Duran, Claudete Soares e quietinho num canto, garoto ainda, o baiano João Gilberto. Os músicos o adoravam, Johnny era cult. E quando Johnny Alf veio para São Paulo inaugurar uma casa noturna, 'A Baiúca’, a bossa nova que ele iniciou inundava o Rio. Alfredo José da Silva, era este o seu nome, nasceu no Rio de Janeiro e morreu em São Paulo. Ele tinha 80 anos e vivia numa casa de repouso em Santo André. Durante o tempo em que esteve internado, Johnny Alf integrou o coral de cordas e vozes do hospital. Dois anos antes de sua morte, ele foi homenageado pelo grupo quando da comemoração dos 50 anos da bossa nova.

Johnny Alf - Se eu te disser (1965)

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Betty Carter

(Flint, Michigan, 16 de maio de 1929)


Considerada como um das intérpretes mais radicais e inovadoras do jazz, Betty Carter é lembrada por seu scat e outras interpretações musicais complexas, que exibiu sua notável flexibilidade vocal e imaginação musical. Improvisadora excepcional, Betty foi uma das maiores cultivadoras do scat singing, a vocalização sem o uso de palavras, só com sons onomatopaicos. Até mesmo ao improvisar canções conhecidas, transformava-as em algo novo.

Aos 16 anos venceu um concurso de amadores. Pouco depois, estreou como cantora. Sua estréia como profissional foi ao lado do saxofonista Charlie Parker, em Detroit. Falsificou a data de nascimento, na cédula de identidade, para fugir da proibição a menores de idade em clubes noturnos. Foi uma defensora radical do bebop - o estilo de jazz moderno criado em meados dos anos 40, por uma geração de músicos inovadores, como Charlie Parker e o trompetista Dizzy Gillespie. Influenciada pela natureza de improvisação do bebop e inspirada por Billie Holiday e Sarah Vaughan, Betty se esforçou para criar um estilo próprio. Atuando como vocalista da orquestra do vibrafonista Lionel Hampton despertou atenção na cena jazzística. No entanto, sua insistência em improvisar o irritava o que fez com que Hampton a dispensasse várias vezes. 

Dai em diante, começou a se apresentar em clubes de jazz, especialmente em Nova York, com artistas como Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Miles Davis, Muddy Waters, T-Bone Walker e Thelonious Monk. Um de seus discos mais famosos, foi gravado com o cantor e pianista Ray Charles, em 1961.

Betty Carter & Ray Charles - People Will Say We're in Love



Do álbum 'The Audience with Betty Carter'

John Hicks - piano 
Curtis Lundy - baixo 
Kenneth Washington - bateria

Betty Carter - I Could Write a Book (live, 1979)



Carnegie Hall, New York, 1994

Betty Carter - vocal
Roy Hargrove - trompete
Hank Jones - piano
Christian McBride - baixo
Al Foster - bateria

Betty Carter - How High The Moon (live, 1994)

Billy Cobham

(Colón, Panamá, 16 de maio de 1944)



Billy Cobham é considerado um dos grandes bateristas do jazz, é um ídolo entre os bateristas. Foi colaborador do trompetista Miles Davis na época em que ele começou a misturar jazz, rock e funk, em algo que ganhou o nome de jazz fusion. Foi mundialmente reconhecido após participar do álbum 'Bitches Brew' de Miles Davis, precursor do estilo jazz fusion e considerado o primeiro álbum de jazz-rock. Billy Cobham tocou também com Horace Silver e fundou com o guitarrista inglês John McLaughlin o Mahavishnu Orchestra, grupo que se tornaria um dos expoentes do novo gênero, além de ter ajudado a popularizar o jazz-rock com o álbum solo “Spectrum”, de 1973. Depois liderou seu próprio grupo, o Dreams. Cobham pode ser encontrado cada vez menos na Suíça, onde foi morar nos anos 1970, e mais no Panamá, país onde nasceu e passou os primeiros anos de vida, antes de se mudar com a família para os Estados Unidos. Atualmente Cobham tem uma agenda bastante cheia com turnês por todo o mundo, além de desempenhar várias atividades didáticas. 

Do álbum 'By Design' (1992)

Bateria – Billy Cobham
Baixo – Wayne Petzwater
Guitarra - Dean Brown
Teclados – Joe Chindamo
Percussão – Sheila Escovedo 

Billy Cobham - Dream




Leverkusen, Alemanha, 2011

Billy Cobham - bateria
Camelia Ben Naceur - teclado
Christophe Cravero - teclado, violino
Jean-Marie Ecay - guitarra
Fifi Chayeb - baixo
Junior Gill - percussão

Billy Cobham - Red Baron (live, 2011)

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Sidney Bechet

(Nova Orleans, Luisiana, 14 de maio de 1897)


Sidney Bechet e seu compatriota Louis Armstrong, o mais lembrado músico de jazz, cresceram na mesma cidade, mas o ambiente de suas casas eram mundos separados. Armstrong cresceu em extrema pobreza, Sidney Bechet, que era de ascendência crioula, cresceu em um ambiente de classe média. Sidney Bechet, o imortal quase esquecido, foi o primeiro solista importante nos registros da história do jazz. O primeiro músico de jazz internacional, Bechet era praticamente desconhecido na América. Um saxofonista soprano e clarinetista brilhante, cujo estilo não evoluiu muito ao longo dos anos, mas ele nunca perdeu o entusiasmo e a criatividade. Um mestre na improvisação individual e coletiva dentro do gênero de jazz de Nova Orleans. Ao longo de sua vida, Sidney Bechet nunca teve a disciplina necessária para tocar em uma banda normal, ele sempre preferiu ser um solista. Grande parte de sua carreira foi no exterior. Grande parte da sua vida foi na França onde era uma grande celebridade e um herói nacional onde o chamavam carinhosamente de ‘Le Dieu’. E muitas de suas composições são inspiradas por seu amor a este país onde seus talentos especiais foram plenamente reconhecidos, enquanto nos EUA nem sabiam quem ele era. 

Do álbum 'The Fabolous Sidney Bechet' (1953)

Sidney Bechet - sax soprano
Jonah Jones - trompete
Buddy Weed - piano
Walter Page - baixo
Johnny Blowers - bateria

Sidney Bechet - All Of Me



Cannes Jazz Festival, 1958

Sidney Bechet - clarinete, sax soprano
Sammy Price - piano 
Arwell Shaw - baixo
Roy Eldridge - bateria
Teddy Buckner - trompete
Vic Dickenson - trombone

Sidney Bechet - Once in a while

Clare Teal

(Yorkshire, Inglaterra, 14 de maio de 1973)


Como uma grande fã das grandes divas norte-americanas eu raramente me dou a chance de ouvir equivalentes de outras nacionalidades. E quando ouço é sempre uma surpresa. Nascida em uma pequena aldeia de Yorkshire, Clare Teal também sempre foi fã das grades divas, e desde criança desenvolveu essa obsessão pelo jazz com a sua avó que ouvia Ella e Billie, até se tornar um dos grandes nomes do jazz contemporâneo britânico. 

Do álbum 'That's The Way It Is' (2001)

Vocal – Clare Teal
Piano – Martin Litton
Sax e clarinete - Trevor Whiting
Guitarra – Nils Solberg
Baixo – Richard Jefferies
Bateria – Rod Brown

Clare Teal - That's The Way It Is!