quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Diana Krall

(Nanaimo, Canadá, 16 de novembro de 1964)



A musa canadense Diana Krall foi descoberta aos 19 anos por Ray Brown, baixista norte-americano considerado uma lenda do bebop. Como raras cantoras desse período, Diana se dedicou ao jazz regravando clássicos de imortais como Duke Ellington e George Gershwin. O lendário piano de Oscar Peterson e o balanço do compositor brasileiro de bossa nova Sérgio Mendes são algumas das influências mais acentuadas no seu trabalho. A cantora  executa um jazz muito gostoso de ser ouvido, as músicas são baladas românticas e temas de bossa nova. Ao invés de produções apimentadas e roupas reveladoras, Diana, além de bonita, é a mais elegante cantora do jazz suave, o smooth jazz, com suas interpretações calmas e melodiosas. Mas há quem não lhe perdoe o maior comercialismo dos últimos trabalhos; e outros acusam-na de não respeitar nem interpretar o verdadeiro jazz. Casada com o lendário Elvis Costello, um ano depois de se terem conhecido, Elvis colocou Diana no cenário pop dos anos 2000 e a cantora atingiu o sucesso mundial. O certo é que a união com Elvis Costello, um compositor múltiplo, influenciou o processo criativo da pianista. Só depois de Costello, ela estreou como compositora. Suas apresentações são divinas, a banda que a acompanha executa solos fantásticos. Graças a essa habilidade incomum nos dias de hoje, a intérprete é até capaz de transformar um disco de canções natalinas em um trabalho gracioso.

Do álbum 'The Look of Love' (2001)

Bass – Christian McBride
Drums – Jeff Hamilton 
Guitar – Dori Caymmi 
Percussion – Paulinho Da Costa 

Diana Krall - S' Wonderful

Diana Krall & Russell Malone

Apresentação de Diana Krall no Montreal Jazz Festival em 1996. A música 'Gee Baby, Ain't I Good To You' faz parte do álbum 'All For You' dedicado a Nat King Cole. A voz rouca de Diana é fascinante e sua interação com o fenomenal guitarrista Russell Malone é quase telepática.

Diana Krall - piano e vocal
Russell Malone - guitarra
Paul Keller - baixo

Diana Krall - Gee Baby, Ain't I Good To You

Diana Krall & Elvis Costello & Willie Nelson

Concerto no The Beacon Theatre, Nova York, em 2003 para celebrar o 70º aniversário de Willie Nelson, Diana Krall é acompanhada pelo marido Elvis Costello e pelo próprio Willie Nelson.

Diana Krall & Elvis Costello & Willie Nelson - Crazy

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Dick Farney

(Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1921)


Dick Farney contribuiu decisivamente com a incorporação do jazz na música brasileira. Filho de pianista e cantora se tornou pianista clássico aos quatorze anos. Influenciado pelo jazz se tornou o pianista do grupo 'Swing Maníacos', junto com seu irmão, o então baterista Cyl Farney. Como cantor solista, a sua primeira gravação foi em 1946, interpretando o samba-canção 'Copacabana' que se tornaria um dos seus clássicos. Ainda em 1946, ele foi para os EUA tocar com Nat Cole, Bill Evans e David Brubeck. Em 1954 a sua associação com Tom Jobim, que anunciou os futuros tempos de bossa nova, com o sucesso de 'Teresa da Praia'. Durante mais de três décadas Dick Farney encantou com sua música e marcou sua carreira como pianista de Jazz, principalmente influenciado por Dave Brubeck. Outra referência muito importante foi o cantor e ator Bing Crosby. Dick Farney foi um homem sensível e fiel aos seus princípios e ideais. 

Programa MPB Especial da TV Cultura com Dick Farney, gravado em 1972.

Dick Farney - piano e vocal
Sabá - baixo
Toninho Pinheiro - bateria

domingo, 12 de novembro de 2017

Paulinho da Viola

(Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1942)


Sempre que se retratar a história do samba brasileiro, e principalmente do Rio de Janeiro, será indispensável destacar a elegância, a simpatia, o canto manso, delicado e ao mesmo tempo forte de Paulinho da Viola. Sempre se renovando e produzindo sem abandonar seus princípios e valores estéticos, mestre do samba, Paulinho é o representante do samba que desceu o morro, passou pela calçada de Copacabana e pegando a influência da Bossa Nova foi apresentado sofisticado. Mas o cantor, compositor, violonista e cavaquinista carioca conviveu primeiro com o choro, que lhe foi apresentado pelo pai, César Faria, um dos fundadores do regional Época de Ouro. O trabalho de Paulinho é o elo entre diversas tradições populares como o samba, o carnaval e o choro, além de suas incursões em composições para violão e peças de vanguarda. Na adolescência conheceu os lendários Pixinguinha e Jacob do Bandolim e tornou-se um dos maiores representantes do samba e herdeiro do legado de Cartola, Candeia e Nelson Cavaquinho.

Paulinho da Viola - Onde a dor não tem razão

sábado, 11 de novembro de 2017

Marvin Hannibal Peterson

(Smithville, Texas, 11 de novembro de 1948)


Marvin Peterson, também conhecido como Hannigal, é um trompetista e compositor apenas moderadamente conhecido em círculos de jazz, e isso por estar bem à frente de seu tempo. Entre suas influências estão figuras tão diversas como o guitarrista de blues BB King e o compositor clássico checo Leoš Janáček, e toda a tradição do jazz de Nova Orlenas até Coltrane. Hannibal Peterson foi uma das figuras mais abrangentes e musicalmente amadurecidas pelo movimento experimental do jazz da década de 1970 tentando novas formas e ampliando seus horizontes musicais. 

Peterson estudou música na faculdade onde o estudo do jazz era comum em ambientes acadêmicos e aumentou seu aprendizado ao tocar em clubes. Ele aprendeu não só com outros músicos de jazz, mas também na vigorosa cena de blues do Texas, sobretudo com o guitarrista T-Bone Walker, com quem ele tocou por um tempo no final da década de 1960. Em 1970 mudou-se para a cidade de Nova York, a meca do jazz onde não demorou para ser reconhecido e durante vários anos trabalhou com o  lendário arranjador de jazz Gil Evans, que colaborou com o trompetista Miles Davis em vários dos seus inovadores álbuns.

Também trabalhou com Archie Shepp, Pharoah Sanders, Elvin Jones e outras figuras importantes que exemplificaram o espírito aventureiro do jazz dos anos 1970. Em 1974, Peterson havia forjado um perfil musical distinto e improvisativo enraizado no clássico bebop do saxofonista Charlie Parker e seus sucessores, e também do jazz livre, um movimento experimental dos anos 1960 em que os músicos renunciaram completamente à idéia de elaborar musicalmente em um modelo preexistente e formou seu próprio conjunto, a Orchestra Sunrise que serviu de veículo para as suas próprias idéias musicais que combinavam uma sensibilidade experimental com aspectos das tradições musicais afro-americanas. 

Peterson também ampliou seu vocabulário para incluir a linguagem musical de outras culturas. Ele aprendeu a tocar o koto japonês, um instrumento de cordas com cítaras, e muitas vezes incluiu improvisações de koto nas performances da Orchestra do Sunrise. Além disso, como muitos outros músicos de jazz progressistas dos anos 1960 e 1970, começou a incorporar elementos da música africana. Mas seu encontro com a música africana foi talvez mais diretamente espiritual em sua natureza do que a maioria.

Mt. Fuji Jazz Festival with Blue Note

Hannibal Marvin Peterson - trompete
George Adams - sax tenor
Jean Paul Bourelly - guitarra
Santi DeBriano - baixo
Lewis Nash - bateria

Hannibal Marvin Peterson & George Adams - Better Git It In Your Soul (1991)


Do álbum 'Poem Song' (1981)

Marvin Hannibal Peterson - trompete
Dave Green - baixo
Bryan Spring - bateria
Martin Blackwell - piano
Don Weller - sax tenor

Marvin Hannibal Peterson - Africa

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Ennio Morricone

(Roma, 10 de Novembro de 1928)


Ennio Morricone é o mais versátil compositor de trilhas sonoras de todos os tempos, justamente pela sua capacidade de associar elementos tão distintos da música popular aos rígidos padrões da música erudita. Encantado pelo jazz americano, seu instrumento original foi o trompete. Na década de 50 passou a trabalhar em rádio e em arranjos de músicas para outros compositores de teatro e cinema. Nos anos 60 iniciou uma carreira imensamente produtiva no cinema europeu, tendo trabalhado com vários renomados diretores. Ele é um compositor que musicou mais de 400 filmes, desde o gênero terror até grandes clássicos do cinema moderno. Apelidado carinhosamente de ‘Il Maestro’, nos últimos anos, sua música e seu nome ganharam fama junto ao público jovem, com a utilização de seus temas nos filmes do diretor Quentin Tarantino, declarado fã de Morricone. Por sua valiosa e vasta obra musical para o cinema, Ennio Morricone com certeza já tem o seu lugar garantido no seleto time dos grandes mestres da trilha sonora. 

Morricone tornou-se conhecido no mundo todo nos faroestes italianos dirigidos por Sergio Leone para a trilogia ‘Per un Pugno di Dollari’ (1964), ‘Per Qualche Dollaro in Più’ (1965) e ‘Il Buono, il Brutto, il Cattivo’ (1966), estrelados por Clint Eastwood. Este terceiro tem uma das músicas mais marcantes e características da história do cinema e se tornou um sucesso da música popular, independentemente do sucesso do filme. Em ‘Once Upon a Time in America’ (1984), Morricone volta com belíssimo tema principal, sensível e delicado. A sua segunda trilha indicada ao Oscar é do filme ‘The Mission’ (1986) uma bela peça sinfônica. No ano seguinte veio mais um sucesso com o filme ‘The Untouchables’, um belo filme de Brian de Palma. ‘Nuovo Cinema Paradiso’ (1989) tem uma das trilhas mais inspiradas da história do cinema. Sua quarta indicação ao Oscar foi pela trilha do filme 'Bugsy' (1991), do diretor Barry Levinson. Morricone recebeu sua quinta indicação ao Oscar pela trilha de ‘Malena’ (2000). Ao longo dos anos, Ennio Morricone se tornou uma instituição no mundo das trilhas sonoras entregando composições de tirar o fôlego. Após suas cinco indicações sem conquistar nenhum prêmio, finalmente Ennio Morricone foi condecorado com um Oscar honorário em 2006. O público americano parece, só agora, descobrir Ennio Morricone, o que soa um tanto atrasado, já que se trata do maestro que tanto fez pelo cinema do mundo, inclusive o americano.

Ennio Morricone - The Mission (Gabriel's Oboe)

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Johnny Rivers

(Nova York, 7 de novembro de 1942)


Johnny Rivers, entre os anos 1964 e 1977 conseguiu colocar 17 músicas nas paradas de sucesso. Dono de uma versatilidade que lhe permitiiu gravar músicas de diversos estilos. O nome Johnny Rivers foi criado depois que o rio Mississippi ter transbordado próximo à cidade Baton Rouge para onde tinha se mudado. Sua carreria começou no grupo ‘The Spades’ na década de 50 e na de 60 fez seu primeiro show, intitulado ‘Whiskey a Go Go’, o repertório foi tão bem aceito pelo público que em seguida gravou seu primeiro disco: ‘Johnny Rivers Live At The Whiskey a Go Go’, conquistando de cara o 12° lugar do ranking dos mais vendidos. Em 1966, Rivers retornou com um estrondoso hit: Poor Side of Town. Nessa época ele criou sua própria gravadora. Johnny passou a produzir muito mais no início dos anos 70. Os críticos adoravam, mas o público já não gostava tanto como antigamente. 

Johnny Rivers - Summer Rain (live)

sábado, 4 de novembro de 2017

Elza Soares


Elza Soares é um patrimônio da humanidade. Por essa garganta felina escapam luas de sangue e subúrbios à flor da pele. Etnias jorram das glândulas de teu canto fustigado. Femme uivando em teto de zinco quente, eternamente num cio (pro) criador. Negra gata de arrepiar. Teu canto é filho da dor, nasceu de pesadas latas d'água carregadas na cabeça, grito de resistência. És o encontro do fogo das paixões despertadas. 

Elza Soares - Pano Legal e Se acaso você chegasse

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Nat King Cole

Nat King Cole rivalizava em sucesso com o seu contemporâneo Frank Sinatra, com dezenas de músicas que caíram no gosto popular, algo extraordinário para um artista negro em pleno período de discriminação racial. Em 'Unforgettable' a arte de um crooner por excelência. 

Nat King Cole - Unforgetable