sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Horace Parlan

(Pittsburgh, Pensilvânia, 19 de janeiro de 1931)


Horace Parlan foi um pianista mais conhecido por suas contribuições nos clássicos álbuns de Charles Mingus, 'Mingus Ah Um' e 'Blues & Roots'. Na infância, sua mão direita foi completamente atrofiada pela poliomielite e aos oito anos começou a estudar piano por sugestão de seus pais, que consideravam as aulas como terapia em vez de uma possível carreira. Uma tentativa fracassada com um professor antipático o desencorajou, mas depois de ver o pianista ucraniano Vladimir Horowitz tocar ele decidiu tentar novamente. Desta vez, encontrou um professor que o ajudou a desenvolver a mão esquerda. Apresentações de Duke Ellington e Charlie Parker o atraíram para o jazz, mas foi só depois de 18 meses como estudante de direito que Parlan finalmente optou por uma carreira na música inspirado por Sonny Clark e Ahmad Jamal. 

Em 1952, Parlan se lançou na agitada e competitiva cena de jazz de Pittsburgh, tocando com nomes como Sonny Stitt, Cannonball Adderley, Art Farmer e Charles Mingus que somente depois notou a sua deficiência física. Charles Mingus não esqueceu seu encontro e quando Parlan se mudou para Nova York em 1957, ele conseguiu um emprego com Mingus quase imediatamente. Seus solos em 'Wednesday Night Prayer Meeting' e 'Better Git It in Your Soul', dos álbuns 'Blues & Roots' e 'Mingus Ah Um', respectivamente, associam definitivamente Parlan à música de Mingus. De Mingus ele se mudou para o grupo do saxofonista Lou Donaldson. E em 1960 gravou o álbum 'Speakin' My Piece' seu primeiro encontro com os dois amigos da cena do jazz de Pittsburgh, os irmãos Tommy e Stanley Turrentine.  

Do álbum 'Speakin' My Piece' (1960)

Horace Parlan - piano
Tommy Turrentine - trompete
Stanley Turrentine - sax tenor
George Tucker - baixo
Al Harewood - bateria

Horace Parlan - Wadin'



Do álbum 'Mingus Ah Um' (1959)

Piano – Horace Parlan
Baixo – Charles Mingus
Sax Alto, Clarinete – John Handy
Sax Tenor – Booker Ervin
Bateria – Dannie Richmond
Trombone – Jimmy Knepper 

Charles Mingus - Better Get Hit In Your Soul



Do álbum 'No Blues' (1975)

Horace Parlan - piano
Niels-Henning Orsted Pedersen - baixo
Tony Inzalaco - bateria

Horace Parlan - No Blues


Do álbum 'No Blues' (1975)

Horace Parlan - piano
Niels-Henning Orsted Pedersen - baixo
Tony Inzalaco - bateria

Horace Parlan Trio - My Foolish Heart

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Barbara Lynn

(Beaumont, Texas, 16 de janeiro de 1942)


A texana Barbara Lynn era uma cantora e guitarrista rara. Não era apenas uma instrumentista feminina era também compositora entre o blues e o R & B. Bárbara tocava piano antes de mudar para a guitarra, inspirada no seu ídolo, Elvis Presley. No ginásio formou sua própria banda e seus modelos musicais oscilavam entre o bluesmen Jimmy Reed e a cantora pop Brenda Lee. Depois de ganhar alguns shows de talentos Lynn, ainda menor de idade, começou a trabalhar em clubes locais. Com o consentimento dos pais foi para Nova Orleans e somente na década de 1960 sua composição 'You'll Lose a Good Thing' tornou-se um hit nacional.

Do álbum 'You'll Loose A Good Thing' (1962)

Barbara Lynn - You'll Loose A Good Thing



Barbara Lynn - You're Gonna Need Me

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

R.I.P. Dolores O'Riordan

(Londres, Reino Unido, 15 de janeiro de 2018)

Aos 46 anos, morreu Dolores O'Riordan, a voz do grupo irlandês Cranberries.

domingo, 14 de janeiro de 2018

George Benson


A versão mais popular de 'Unforgettable' foi gravada por Nat King Cole. Neste álbum, George Benson presta um tributo à Nat. George Benson é um músico incrivelmente versátil que cruzou facilmente o jazz e o rhythm and blues contemporâneo. Benson é também um dos melhores guitarristas rítmicos e um tenor exuberante. E para a maioria dos fãs, a voz tem maior valor do que sua guitarra. Benson é o equivalente a Nat King Cole, um pianista fantástico cujo vocal suave eclipsou sua habilidade instrumental.

Do álbum 'Inspiration - A tribute to Nat King Cole'
com o trompete de Wynton Marsalis

George Benson - Unforgettable


sábado, 13 de janeiro de 2018

Joe Pass

(New Brunswick, Nova Jersey, 13 de janeiro de 1929)


Joe Pass foi um dos maiores nomes da guitarra no jazz, ao longo de quase 50 anos como guitarrista profissional conseguiu romper muitas barreiras e obstáculos na carreira musical, bem como em sua própria vida. Joe Pass fazia quase o impossível e sua técnica convencional, mas magnífica, ainda soa notável, décadas depois. Muitas vezes comparado a Paganini por seu virtuosismo, Joe tocava muito rápido e muitos padrões, e em qualquer caso, um músico formidável. Django Reinhardt, o guitarrista de jazz belga de origem cigana, foi para ele uma importante influência.

Aos nove anos de idade foi incentivado pelo pai que o fazia praticar pelo menos cinco horas por dia por não querer que seus filhos trabalhassem como ele em uma usina siderúrgica. Aos 14 anos, Joe se junto a uma banda que se apresentava em festas e bailes. Seu talento chamou a atenção do saxofonista e bandleader Tony Pastor, que o deixou tocar em sua banda. Um ano depois os pais o mandaram para Nova York para estudar guitarra. Em Nova York se envolveu com as drogas e por causa delas passou a década de 1950 entrando e saindo da prisão. Na década de 1960, livre das drogas, retornou triunfante à música, tocando com Benny Goodman, Ella Fitzgerald, Count Basie, Duke Ellington e Dizzy Gillespie.

Do álbum 'Finally: Live in Stockholm' (1992)

Joe Pass - guitarra
Red Mitchell - baixo

Joe Pass & Red Mitchell - Softly, As In A Morning Sunrise


Do álbum 'Live at Yoshi's, Vol. 2' (1992)

Joe Pass - guitara
John Pisano - guitarra
Monty Budwig - baixo
Colin Bailey - bateria

Joe Pass Quartet - I Remember You (live)


Do álbum 'Eximious' (1982) 

Joe Pass - guitarra
Niels-Henning Ørsted Pedersen - baixo
Martin Drew - bateria

Joe Pass Trio - Night And Day


Do álbum 'Joe's Blues'

Joe Pass - guitarra
Herb Ellis - guitarra
Monty Budwig - baixo
Colin Bailey - bateria

Joe Pass & Herb Ellis - Sweet Georgia Brown

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

John Coltrane, um deus


"O ar introspectivo de Coltrane com o sax a tiracolo representa uma das imagens mais marcantes da história do jazz. O olhar melancólico era a senha para a possibilidade da construção de um mundo paralelo pelo som de sua música. Mundo por vezes cheio de quebradeira e barulho, em outras cheio de lirismo ou ainda atrás de algum contato espiritual com outras dimensões. Coltrane foi um desses caras que só estão entre nós para mostrar novas possibilidades além do banal e do cotidiano, hoje tão aceito por hordas de conformados. Em Los Angeles, na pequena Igreja Ortodoxa Africano Santo John Coltrane o músico não deixou apenas fãs, e sim ardorosos fiéis. Franzo King, fundador da igreja, assistiu um show de John Coltrane em um clube de São Francisco. Ele e sua esposa tiveram suas vidas transformadas como em culto epifânico, como se aquele homem fizesse de sua música o evangelho. Deus em pessoa."

Por Fernando do Valle 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Max Roach

(New Land, Carolina do Norte, 10 de Janeiro de 1924)


Pioneiro do bebop, Max Roach é considerado um dos bateristas mais importantes da história do jazz. Ele trabalhou com muitos músicos de jazz famosos e também liderou seus próprios grupos, notadamente um quinteto com o trompetista Clifford Brown. Max Roach cresceu em uma casa musical, sua mãe sendo uma cantora gospel. Aos 10 anos, ele já tocava bateria em algumas bandas gospel. Aos 18 anos foi chamado para substituir Sonny Greer na orquestra de Duke Ellington. Sua primeira gravação profissional foi apoiando Coleman Hawkins. 

Max Roach foi um dos primeiros bateristas, juntamente com Charlie Parker, a tocar no estilo bebop e atuou em bandas lideradas por Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Thelonious Monk, Coleman Hawkins, Bud Powell e Miles Davis. Roach tocou em muitos dos registros importantes de Parker, incluindo em sessões da gravadora Savoy, um ponto decisivo no jazz gravado. Em 1952, fundou a Debut Records com o baixista Charles Mingus. No ano seguinte este rótulo lançou o álbum 'Jazz at Massey Hall' que é considerado 'o maior concerto de sempre', com Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach. Em 1954, Roach e o trompetista Clifford Brown formaram um quinteto que também contou com o saxofonista tenor Harold Land, o pianista Richie Powell (irmão de Bud Powell) e o baixista George Morrow. Quando Land deixou o grupo no ano seguinte, Sonny Rollins logo o substituiu. O grupo foi um excelente exemplo do estilo hard bop também interpretado por Art Blakey e Horace Silver. Este grupo teve vida curta; Brown e Powell foram mortos em um acidente de carro. Em 1955, Max Roach foi o baterista da vocalista Dinah Washington em várias aparições ao vivo e gravações. Em 1962, ele gravou o álbum 'Money Jungle' , uma colaboração com o pianista Duke Ellington e com o baixista Charles Mingus, considerado como um dos melhores álbuns de trios já feitos. 

Do álbum 'The Max Roach Quartet featuring Hank Mobley' (1953)

Max Roach - bateria
Hank Mobley - sax tenor 
Walter Davis II - piano
Franklin Skeete - baixo

Max Roach - Just One Of Those Things

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Elvis Presley

(Tupelo, Mississippi, 8 de janeiro de 1935)


Final dos anos 40. Para os mais conservadores membros da promissora sociedade norte-americana, nada poderia ser considerado pior do que o surgimento do rock´n´roll, música com 'alto potencial para perverter os jovens'. E foi com horror que essa sociedade teve que engolir em seco quando viram o cenário das rádios recheado de negros talentosos que subiam ao topo das paradas: Chuck Berry, Fats Domino e Bo Diddley. Mais assustador para esses conservadores, foi Little Richard, que além de negro, era homossexual assumido, usava maquiagem e um penteado exótico, e cravou nas paradas o hit 'Tutti Frutti', que se tornaria um hino do rock.
Maquinou-se então, toda uma movimentação por parte das gravadoras na busca de figuras que reduzissem essa polêmica em torno do novo estilo musical, que pelo menos os jovens brancos de classe média tivessem heróis brancos, e preferivelmente com um 'comportamento mais razoável'. E assim, as gravações feitas por músicos negros foram relançadas, mas com intérpretes brancos, usurpando dos negros a sua gigantesca contribuição para o desenvolvimento do rock.
Esse desejo de encontrar algum rapaz branco capaz de cantar como um negro foi realizado pelo produtor e dono de um pequeno selo, Sam Phillips, que contratou o jovem Elvis Presley que só cantava baladas countries. Sam lançou o primeiro sucesso de Elvis, o hit, 'That´s All Right'. Em 1955, Elvis rompeu com Sam e assinou novo contrato com uma grande gravadora. Este foi o momento que marcou a real reviravolta na carreira de Elvis, com a gravação 'Heartbreak Hotel', lançada em 1956. A partir daí, Elvis gravou um sucesso atrás do outro, inclusive ‘Tutti Frutti’ de Little Richard, e ingressou no cinema.
Em 1958, era o artista mais popular, arrastava multidões de jovens em seus shows. Suas atitudes se tornaram símbolo da rebeldia e a sensualidade de sua dança era objeto de culto desses jovens. Estava na hora de transformar Elvis em um 'artista mais respeitável', aos olhos da sociedade branca americana, o astro branco também tornou-se uma influência venenosa para os seus jovens. Neste mesmo ano, Elvis alistou-se 'voluntariamente' no exército americano para cumprir seu dever de cidadão; atitude que foi aplaudida por toda a classe média e imprensa norte-americana.
Não demorou muito para o rock´n´roll entrar em rota de colisão com o moralismo político, sexual e religioso então vigente. O macarthismo estava no ápice de sua histeria, e certamente não daria ao rock um tratamento diferente do que era dado aos demais setores culturais, como a imprensa, a literatura, os quadrinhos e o cinema. Era preciso então promover uma 'higienização' do rock´n´roll, sem afetar, porém, os lucros dentro do grande mercado que o estilo movimentava até então. Uma imensa pressão vinda de diversos setores políticos e religiosos da direita se abateu então sobre os músicos.
No final da década de 50, os poucos que não haviam sucumbido à pressão desses setores acabaram vítimas de episódios trágicos. Os músicos mais progressistas terminaram então renegados, marginalizados, presos ou mortos. O primeiro a pagar seu preço foi o próprio Elvis Presley, domesticado e submetido às gravadoras. Ao voltar do exército, Elvis nunca mais foi o mesmo, trocando a agressividade de seus primeiros anos pelas baladas românticas que caracterizaram todo o resto de sua carreira, que culminou com o astro apoiando a guerra e os programas governamentais do governo Nixon. No início dos anos 60, o rock encontrava-se domado e surgiram uma série de músicos 'limpos', como Neil Sekada, Paul Anka e diversos outros. E Elvis Presley, frustrado e decadente, tocando nos cassinos de Las Vegas.

Elvis Presley - The Wonder Of You (live 1970)


Elvis Presley - You Don't Have To Say You Love Me

David Bowie

(Brixton, Londres, 8 de janeiro de 1947)


A importância do britânico David Bowie no mundo da música é inegável. A sua história começou como Davie Jones, aos 13 anos de idade, quando tocava saxofone em algumas bandas de Brixton. Anos mais tarde com a banda ‘Davie Jones & The King Bees’, com ele próprio tocando sax, gravou um compacto que não rendeu nenhum lucro e a banda pouco depois se dissolveu. A partir daí decidiu se lançar em carreira solo e mudou seu nome para David Bowie. Três anos depois, conseguiu entrar pela primeira vez nas paradas inglesas com ‘Space Oddit’, inspirado em ‘2001 – Uma Odisséia no Espaço’. Os anos 70 impulsionaram a carreira de Bowie em todo o mundo. Nasceu o alienígena andrógino pop star, Ziggy Stardust, uma estrela marciana pronta a seduzir e a manipular os habitantes da Terra, uma criatura sexualmente ambígua, de cabelos cor de fogo e roupas brilhantes, um misto de deus e demônio, que comanda a banda ‘The Spiders From Mars’. O LP ‘The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars’, onde ele deu vida ao seu mais famoso personagem é até hoje considerado uma obra-prima de Bowie. Apesar do sucesso mundial de Ziggy, Bowie deixou de interpretá-lo no início da década de 70.

Cada vez mais interessado musicalmente em soul americano, mudou novamente o seu visual e excursionou pelos EUA vestido em um terno de cor sóbria e cabelos curtos. A mudança espantou seu público como também a imprensa e sua fama de camaleão começou a se espalhar. É nesta época também que Bowie começa a fazer uma dieta ‘branca’, já que só tomava leite e fazia uso cada vez maior de cocaína. Depois de diversas tentativas, Bowie finalmente conseguiu exorcizar Ziggy Stardust com o ‘Thin White Duke’, um sujeito mais cool, distante e alinhado. Preocupado em mudar seu ambiente para que essa mudança reflitisse em sua música, Bowie mudou para Berlim voltando a viver uma vida mais simples. Deixa a cocaína e se envolve com música eletrônica alemã. Com o movimento neonazista que ressurgia, Bowie mudou-se para Nova York. 

Na década de 90, Bowie encontraria o amor de sua vida, a modelo nascida na Somalia, Iman Abul Majid e dá uma guinada na sua carreira e foge novamente do mundo do rock. Estréia na Broadway a peça ‘O Homem Elefante’, onde a critica o considera excelente. Em Nova York, filma ‘Basquiat’, a história de Jean Michel Basquiat, um grafiteiro antisocial das ruas de Nova York descoberto por Andy Warhol que vê no rapaz um talento autêntico. Bowie faz incrivelmente bem o papel de Andy Warhol, um antigo amigo. David Bowie é considerado um dos nomes da música pop que mais fez uso do uso da imagem em sua carreira. Ele incorporou elementos teatrais para criar vários personagens nos anos 70, ditando modas e tendências.

'Wild Is the Wind' foi originalmente gravada por Johnny Mathis para o filme 'Wild Is the Wind' de 1957. Depois disso, Nina Simone a gravou. David Bowie era um admirador do estilo de Simone e, após ter um encontro com ela em Los Angeles, ficou inspirado em fazer sua versão da canção e gravou uma versão em 1976 para o disco 'Station to Station'.

David Bowie - Wild Is The Wind 
Live BBC Radio Theatre, 2000

domingo, 7 de janeiro de 2018

Luiz Melodia

(Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 1951)


Luiz Melodia tem música até no nome. Não bastasse a beleza de suas canções, a sua voz é uma das mais belas. Autodidata, ouviu muito jazz, blues, baladas. Portanto, sua trajetória fugiu um pouco do esperado. Por ter crescido no morro, no meio do samba era esperado que fosse um sambista. Mas, Luiz Melodia foi por um caminho diferente. Não renegou suas origens musicais nascidas do samba, mas assimilou uma musicalidade que absorveu vários estilos. Luiz Melodia exala classe, personalidade e carisma. Seu timbre e seu jeito original de compor coloriram e seguem colorindo nossa música com outros tons, como o de sua bela pérola que é negra.

'Pérola Negra' é uma confissão espantosa de amor e dúvida, palco de sentimentos conflitantes, dramáticos, exaltados e incertos, transformações existenciais por que passava a geração de 1970. A liberação sexual trouxe um novo olhar sobre as ligações entre amor e sexo, prazer e afeto. O desejo de ser correspondido, a obsessão pelo ser amado, a instabilidade da paixão ganhou um aspecto mais carnal, mais sanguíneo, que se revela na presença do sangue, usado na canção como tinta para escrever uma declaração de amor. 

Do show 'Luiz Melodia Ao Vivo Convida'  
Gravado no Pólo Cine Vídeo, na Barra da Tijuca no ano de 2003

Luiz Melodia - Pérola Negra