domingo, 17 de setembro de 2017

Marina Lima

(Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1955)


Marina morou boa parte da infância e adolescência, nos Estados Unidos, onde começou a se interessar pela música. No Brasil, como compositora, teve a música 'Meu doce amor', gravada por Gal Costa em 1977; Maria Bethânia quis gravar 'Alma caiada' em seu LP Mel, mas a canção foi censurada por causa do verso 'eu não me enquadro na lei'. Dois anos depois lançou seu primeiro disco individual, em que interpretava, além de composições próprias, músicas de Dolores Duran, Caetano Veloso, Ângela Rô Rô. Utilizando-se de uma estética urbana e pop, com incursões pelo rock, alcançou o sucesso em 1984, com o disco 'Fullgás'. Mesmo o rótulo de diva pop não a impediu de fazer incursões por outros gêneros, como o jazz, o blues e o samba. O maior sucesso de Marina foi 'Fullgás', lançada nos anos 80. Música símbolo da década. Se nos anos 70 buscava-se a liberdade, nos anos 80 buscava-se o amor, a melhor forma de preencher o vazio existencial. E Marina Lima construiu a sua carreira com canções intimistas, vertente na qual o indivíduo tenta, antes de tudo, compreender-se.

Marina Lima - Fullgás
Acompanhada por Liminha, produtor musical e ex-baixista dos Mutantes



Marina, a esfinge coll e suingante, com voz estonteante, timbre metálico, glacial que falava de coisas quentes ficou um tempo sem subir aos palcos devido a um erro médico durante a remoção de um calo nas cordas vocais, e que a levou a uma depressão. Depois de anos, em 2016, Marina juntou seus caquinhos e se exibiu reconstruída na poderosa 'Vingativa', música que fez com os arotos do Strobo, de Belém, e emprestou vocais de seda a uma composição estridente, com o clima dos inferninhos. Marina voltou para incendiar o palco e arrancar gritos e lágrimas daqueles que esperavam ouvir sobre paixões explodindo e solidão com vista para o mar. 

Marina Lima e Strobo - Vingativa

sábado, 16 de setembro de 2017

B.B. King

(Itta Bena, Mississippi, 16 de setembro de 1925)


Nascido em uma plantação de algodão no Mississippi, B.B. King teve uma infância difícil e hoje é um dos mais reconhecidos guitarristas de blues. Começou tocando na rua para ganhar alguns trocados, ainda em sua cidade natal, como pretendia seguir a carreira musical decidiu partir para Memphis apenas com sua guitarra e $2,50 dólares. Memphis era a cidade onde se cruzavam todos os músicos importantes do Sul, e tinha uma comunidade musical em que todos os estilos musicais eram ouvidos. A oportunidade surgiu quando se apresentou no programa de rádio do gaitista de blues Sonny Boy Wiliamson. King precisou de um nome artístico para a rádio e aquilo que começou como 'Blues Boy King' foi abreviado para B.B. King. Dos pequenos cafés e teatros de 'gueto', B.B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra.

'BB King: Live In Africa' foi um concerto de BB King em Kinshasa, no Zaire em 1974. Este concerto foi parte de uma celebração de três dias de esportes e música que também contou com uma luta pelo campeonato dos pesos pesados entre George Foreman e Muhammad Ali. 

BB King - To Know You Is To Love You
Live In Africa '74

Charlie Byrd

(Suffolk, Virgínia, 16 de setembro de 1925)


A influência musical mais forte de Charlie Byrd foi Django Reinhardt e sua contribuição para o jazz foram imensas, entre elas duas mais importantes: contribuiu ao aplicar técnicas de guitarra acústica ao jazz e depois ao ajudar a introduzir a música brasileira para o público norte-americano. Uma viagem à América do Sul, sob os auspícios do Departamento de Estado americano em 1961, revelou à Byrd o emergente movimento da bossa nova. De volta a Washington, ele mostrou algumas gravações para Stan Getz e gravaram o aclamado 'Jazz Samba' em 1962, introduzindo a bossa nova na América do Norte. Charlie Byrd encontrou assim um nicho que lhe serviu bem nos 35 anos seguintes. 

Do álbum 'Jazz Samba' (1962)

Guitarra – Charlie Byrd
Sax Tenor – Stan Getz
Baixo – Keter Betts
Baixo– Gene Byrd
Bateria – Bill Reichenbach, Buddy Deppenschmidt

Charlie Byrd & Stan Getz - Bahia

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Amy Winehouse

(Londres, 14 de setembro de 1983)



Os cabelos pretos e o visual numa mistura original dos anos 60 com acessórios dourados revelavam uma mulher geniosa, cool e sincera, capaz de confessar seus vícios e de contar como chorou no chão da cozinha por causa de um romance fracassado. Apesar de conseguir fama graças ao seu pavio curto e confusões, Amy era muito mais que uma marqueteira da pá virada. Com sua voz irresistível, que lembrava uma diva negra do soul nascida no delta do Mississippi, era uma cantora da safra de talentos britânicos com qualidades extraordinárias. Amy era apaixonante. 

No seu primeiro disco ‘Frank’, tem influências de hip hop e jazz. Em ‘Back to black’, como na música ‘Me & Mr. Jones' ela cria uma sonoridade que é totalmente voltada para o soul dos anos 60, até a qualidade da gravação lembra essa época. A música 'Rehab' é barra pesada, trata dos problemas da cantora com o álcool. Nas letras, Amy largava qualquer condição de musa soul que o mercado poderia lhe impor e vinha com uma carga pesada, problemas existenciais e relacionamentos complicados. Em se tratando de Amy, nunca se sabia qual lado iria aparecer mais, se o de cantora/compositora inspirada e belíssima fisicamente, ou o de encrenqueira com suas declarações sobre bebidas e drogas. Infelizmente, Amy foi mais um grande talento que caminhou sobre o fio de uma navalha e se perdeu nas armadilhas da fama. E se juntou ao grupo de artistas famosos que também morreram com essa mesma idade e foram encontrados mortos sozinhos em casa ou em quartos de hotéis.

Amy Winehouse - Me & Mr. Jones 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Mel Tormé

(Chicago, 13 de setembro de 1925)


Vocalista elegante, Mel Tormé poderia ter sido um bandleader, uma vez que além de cantar, ele também era um baterista bom o suficiente. Tormé trouxe suas habilidades consideráveis a qualquer material que ele abordou, e suas gravações justificam plenamente a avaliação dele como um grande cantor de jazz da era pós-Segunda Guerra Mundial. Com uma técnica vocal fantástica, cujo estilo abrangia tudo, com improvisações de scats Mel Tormé rivalizava em virtuosismo apenas com Ella Fitzgerald, que também caminhou entre os mundos do pop e do jazz com uma facilidade similar. Um classicista inato que se aproximou de canções populares com equilíbrio. Tormé também foi compositor, baterista, pianista, arranjador musical, ator e autor. Mas era como cantor que Tormé deixou sua marca mais profunda. Por vários críticos de jazz ele é citado como pioneiro do cool jazz.

Do álbum 'Mel Torme At The Movies' (1962)

Mel Torme - PS I love you


Do álbum 'That's All' (1965)

Mel Torme - I've Got You Under My Skin

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Barry White

(Galveston, Texas, 12 de setembro de 1944)


Barry White teve uma longa e altamente respeitável carreira. Do Texas, ainda garoto e pobre, rumou para Hollywood e conquistou o mundo com o assombroso número de 106 discos de ouro e 41 discos de platina, alcançando a marca de mais de cem milhões de discos vendidos. Antes de começar a gravar em nome próprio fez parte de uma banda feminina, a esposa Glodean James era uma das três vocalistas, com a qual ensaiou durante um ano, e que White veio a batizar de ‘Love Unlimited’. Apesar da sua carreira de músico ter arrancado a passo lento, Barry White depressa recuperou o tempo perdido editando, a partir de então, um álbum novo, no mínimo, todos os anos. O cansaço das edições discográficas constantes levaram o músico a retirar-se por um algum tempo da agitação da vida artística. Voltou na década de 1990 e mostrou que apesar do passar dos anos continuava na linha da frente dos grandes nomes da soul. Célebre por sua voz grave e aveludada, White foi redescoberto pelo público mais jovem. 'You're the first, the last, my everything', ainda hoje, é capaz de lotar qualquer pista de dança em um piscar de olhos.

Barry White - You Are The First, My Last, My Everything (live)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Baby do Brasil & Caetano Veloso

No ano de 1980, Caetano Veloso rompeu a tradição de cantar a beleza feminina nas canções de louvor ao Rio de Janeiro, e utilizou a figura de um garoto da praia em 'Menino do Rio'. A música tornou-se sucesso na voz de Baby Consuelo.

Mas quem foi o menino do Rio? O garoto da praia era José Artur Machado, o surfista Petit, de 22 anos, criado na praia de Ipanema. No começo dos anos 70, Petit era o símbolo de uma geração de jovens bronzeados, surfistas da praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, que usavam parafina para tornar as pranchas menos escorregadias e dourar os cabelos compridos. Livre, solto, sem outro compromisso com a vida senão viver. O 'coração de eterno flerte' é uma metáfora riquíssima, Petit flertou o tempo todo com a vida, praticante de artes marciais, modelo nas horas vagas entre uma onda e outra. Ele vestiu como poucos o slogan da geração saúde, com o corpo aberto no espaço, sempre bronzeado pelo sol carioca. 

O que pouca gente sabe, é o desfecho desta história. Petit adorou a canção, e o comportamento continuou o mesmo: rebelde, engravidando as meninas douradas de Ipanema - ao todo ele teve três filhos - e chegou a se viciar em pílulas para dormir e cocaína. Na madrugada de 29 de agosto de 1987, na garupa da moto de um amigo, Petit sofreu um acidente. A violenta pancada da cabeça contra o asfalto o deixou em coma por 40 dias. Ele sobreviveu, mas com o lado direito do corpo, rosto e boca paralisados. Uma pessoa comum talvez conseguisse driblar o drama, mas não Petit. Nessas condições, a vida se tornou insuportável para ele, inválido e recluso em seu apartamento, longe do mar que tanto amava, após uma vida toda acostumado a viver intensamente. Quase dois anos depois, na tarde de 7 de março de 1989, aos 32 anos, Petit, o eterno menino do Rio, desistiu de sua vida. Trancou-se em seu apartamento e se enforcou com a faixa de seu quimono de jiu-jitsu. O peso da depressão, do isolamento de tudo e de todos foi uma carga demasiadamente pesada para que ele pudesse suportar.

Baby do Brasil & Caetano Veloso - Menino do Rio

domingo, 10 de setembro de 2017

Ben L'Oncle Soul


Benjamin Duterde mais conhecido como Ben l'Oncle Soul, é um cantor francês nascido em 1984, natural da cidade Tours em Indre-et-Loire, região central da França. Ben tem estilo próprio, gosta de se vestir com roupas inspiradas nos grupos de soul norte americanos dos anos 1950 e 1960.

Ben L'Oncle Soul - These Arms Of Mine (cover de Otis Redding)



Ben L'Oncle Soul - Fly Me To The Moon


Ben L'Oncle Soul - I've got you under my skin (cover de Frank Sinatra)


Ben L'Oncle Soul - Feeling Good (cover de Nina Simone)

sábado, 9 de setembro de 2017

Otis Redding

(Dawson, Geórgia, 9 de setembro de 1941)


Considerado um dos maiores cantores da soul music e rhythm and blues de sua geração, ele e sua banda de apoio ‘The Bar-Kays’ perderam a vida quando o avião em que viajavam caiu em um lago gelado de Wisconsin. Ben Cauley, um dos ‘Bar-Kays’ foi o único sobrevivente do acidente. Otis Redding morreu aos 26 anos de idade. Em 1965 o músico havia lançado seu terceiro disco, uma verdadeira obra prima chamada 'Otis Blue: Otis Redding Sings Soul'. Com tanta música descartável por aí e novas sensações aparecendo a toda hora para depois sumirem sem o menor aviso, e na maioria dos casos, sem fazer muita falta, é de admirar que um álbum mesmo depois de 40 anos do seu lançamento continua esbanjando qualidade. Continua sendo uma delícia ouvir um cantor verter tanta paixão e emoção em músicas que depois de passarem por ele nunca mais foram as mesmas. 

Otis Redding quando adolescente trabalhou como coveiro e frentista. A sua primeira influência musical foi Little Richard, que também havia morado em Macon, para onde Otis e família haviam se mudado, e Otis fez parte de sua antiga banda, os ‘Upsetters’; depois da banda ‘Panthers’ de Willie Little; e mais tarde dos ‘Pinetoppers" de Johnny Jenkins. Além de cantar, Otis trabalhava como motorista de Jenkins. Em 1962 durante uma sessão de Johnny Jenkins, quando o estúdio ficou vago, Otis gravou ‘These Arms of Mine’, uma balada de sua autoria. Otis Redding compunha a maioria de suas músicas, prática não muito comum na época. Em 1967 ele se apresentou no influente Festival Pop de Monterey e foi reconhecido como um grande cantor de soul e ganhou a admiração incondicional de bandas britânicas como os ‘Rolling Stones', mas o reconhecimento por seu trabalho veio apenas postumamente. É de sua autoria, o hit de Aretha Franklin, ‘Respect’. Enquanto Otis escreveu a canção para pedir o respeito e reconhecimento de uma mulher, Aretha reverteu os papéis em sua versão que se tornou uma marca registrada do movimento feminista. No ano seguinte ao acidente, sua canção ‘(Sittin’ On) the dock of the bay’ viria, tardiamente, a lhe trazer fama. 

Do álbum de estreia de Otis, 'Pain in My Heart' (1964)

Otis Redding - These Arms Of Mine

Michael Bublé

(Burnaby, Canadá, 9 de setembro de 1975) 


Influenciado por cantores clássicos como Frank Sinatra e Tony Bennett, o canadense Michael Bublé dá um toque moderno nos clássicos do jazz da velha escola. Bublé foi apresentado à música da era do swing por seu avô, que encheu os seus ouvidos com os sons dos Mills Brothers, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra e outros, e ganhou experiência cantando como convidado com várias bandas locais. Não demorou muito para que Bublé fosse apresentado ao produtor David Foster e assinou seu primeiro grande contrato de gravação. Até hoje Michael Bublé lançou 13 discos.

Michael Bublé - Kissing A Fool