quarta-feira, 18 de abril de 2018

Madeleine Peyroux

(Athens, Geórgia, 18 de abril de 1974)


Madeleine Peyroux é uma cantora com uma voz deliciosa que mistura jazz com canções de amor e saudade com sotaque francês. Violão em punho em quase todas as canções, Madeleine não deixa dúvidas quanto à veia jazzística que apurou, durante dez anos, nas ruas e metrôs de Paris. Para alguns ouvintes, ela lembra Billie Holiday, para outros que há grandes diferenças entre elas, e que Madeleine tem seu próprio timbre e interpretação. 

Cyrus Chestnut - piano 

Madeleine Peyroux - Reckless blues

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Dusty Springfield

(Londres, 16 de abril de 1939)



A diva mais pop da Grã-Bretanha, Dusty Springfield, também foi a cantora branca de soul mais famosa de sua época, uma artista emocional notável, que por décadas acompanhou as transformações musicais com consistência e pureza inigualáveis. Em Amy Winehouse a influência de Dusty: penteado volumoso e rímel preto nos olhos, que fez dela um ícone da ‘swinging sixties’, um termo genérico aplicado ao cenário da moda e cultural que floresceu em Londres, na década de 60. A sensual Dusty abrangeu desde o pop, o soul até o rhythm and blues com profundidade e sofisticação ímpar. Dusty não precisava mostrar seios e pernas. Firmou-se num momento em que às mulheres não era dado muito espaço na indústria da música. Em 1964, ela tornou-se a vocalista mais popular da Grã-Bretanha. 

Nos anos 70, Dusty enfrentou crises tanto em sua música como em sua vida pessoal. Em 1971, frustrada com sua carreira e perseguida pela imprensa, em um ato corajoso, revelou ser homossexual. Mudou-se para os Estados Unidos, e se aposentou, deixando para trás o material de dois discos não lançados. Nos anos 80, em New York, Dusty conheceu Carole Pope, famosa vocalista do movimento punk dos anos 70 no Canadá. Dusty foi morar com Carole em Toronto, em uma fazenda, onde pudesse viver junto aos animais que tanto adorava, principalmente, os gatos. Essa união foi o início de um caso tempestuoso que durou apenas 18 meses. Dusty foi para Los Angeles para começar a trabalhar em um novo álbum. Neste momento, em que o sucesso já não era o mesmo, e o relacionamento com Carole era tênue e começou a desmoronar, Dusty sucumbiu. Alcoólatra e dependente de drogas, foi hospitalizada várias vezes devido à auto-flagelação e foi diagnosticada com depressão maníaca. 

Superados os vícios, no final da década, foi convidada pela dupla pop britânica ‘Pet Shop Boys’ para a faixa ‘What Have I Done To Deserve This’, que instantaneamente, se tornou sucesso mundial, chegando a quase todas as paradas, e um jovem público descobriu Dusty Springfield. Ainda nessa época, Dusty foi incluída por Tarantino na trilha sonora de ‘Pulp Fiction’ com o clássico ‘Son Of A Preacher Man’. Em 1995, foi diagnosticada com câncer de mama e em 1999, Dusty Springfield morreu aos 59 anos de idade. Seu amigo Elton John ajudou a introduzi-la ao ‘Rock and Roll Hall of Fame’.

Dusty Springfield - Since I fell for you

domingo, 15 de abril de 2018

Bessie Smith

(Chattanooga, Tennessee, 15 de abril de 1894)


Mesmo nos primeiros registros fonográficos de 1923, sua voz apaixonada superou a qualidade da gravação primitiva e ainda consegue se comunicar facilmente com quem a ouve atualmente. Bessie Smith, a primeira grande cantora de blues e jazz, foi influência marcante nas cantoras de sua época e também de Billie Holiday e Etta James.

Seus pais morreram quando ela ainda era criança, mas incentivada por seu irmão mais velho nunca desistiu de cantar e dançar. Em 1912, Bessie se juntou a um grupo itinerante como dançarina e cantora. O show era apresentado por Ma Rainey que se tornou sua protetora. Bessie também foi uma das primeiras ativistas sexuais de sua época, bissexual como Ma Rainey que nunca escondeu sua orientação sexual foi, além de sua mentora, a sua amante. Em 1920, Bessie Smith teve seu próprio show em Atlantic City e, em 1923, ela se mudou para Nova York e fez sua estréia acompanhada pelo pianista Clarence Williams gravando ‘Gulf Coast Blues’ e ‘Down Hearted Blues’, composição de Alberta Hunter. O disco vendeu milhares de cópias rivalizando com o sucesso da cantora de blues Mamie Smith. 

Bessie Smith era popular entre os brancos e negros e foi a artista da indústria fonográfica mais bem paga durante a década. Foi realmente um fenômeno. No entanto, em 1929 o blues entrou em declínio e a carreira de Bessie Smith também, mas ela continuou a cantar ao vivo e em 1933 gravou pela última vez sob a direção de John Hammond antes de falecer em 1937, em um acidente de carro. Na época, John Hammond causou uma grande celeuma por escrever um artigo sugerindo que Smith tinha sangrado até a morte quando socorrida e levada para um hospital que se negou a atendê-la, alegando que não atendia negros. Foi provado não ser verdade, mas o boato persiste até hoje.

A produção musical de Bessie era impressionante, com colaboradores de peso como os músicos de jazz Coleman Hawkins, Louis Armstrong e Fletcher Henderson. Sua interpretação de ‘St. Louis Blues’, com Armstrong é considerada pelos críticos como uma das melhores gravações da década de 20. 

Bessie Smith & Louis Armstrong - St. Louis Blues (1925)


'After You've Gone' é a primeira faixa do álbum 'Dinah Sings Bessie Smith' uma homenagem de Dinah Washington à Bessie Smith.

Sax barítono – Charles Davis 
Sax tenor – Chamblee
Piano – Jack Wilson 
Trompete – Fortunatus "Fip" Ricard
Trombone – Julian Priester 
Baixo – Robert Lee "Rail" Wilson
Bateria – James Slaughter

Dinah Washington - After you've Gone 



Reeleitura de 'Don't Cry Baby' da primeira grande cantora de blues e jazz Bessie Smith por Aretha Franklin.

Aretha Franklin - Don't Cry Baby

sábado, 14 de abril de 2018

Gene Ammons

(Chicago, Illinois, 14 de abril de 1925)


Gene Ammons que era filho do pianista de boogie-woogie Albert Ammons, sua mãe também era pianista, preferiu tocar saxofone depois de ouvir Lester Young e tocou ao lado dos mais notáveis da era bebop e pós-bop. Gene ainda era adolescente quando Billy Eckstein contratou-o para sentar ao lado de Dexter Gordon na mesma big band que incluia Dizzy Gillespie, Miles Davis, Kenny Dorham, e Fats Navarro, para não mencionar Charlie Parker, Sonny Stitt, Art Blakey e Sarah Vaughan. Ammons e Von Freeman foram os fundadores da escola do sax tenor de Chicago. Entre as penas de prisão por drogas, Ammons fez surpreendentes 22 gravações entre 1960 e 1962. Sob a influência de Lester Young bem como de Ben Webster, Ammons mostrou pouco interesse no jazz modal de John Coltrane, Joe Henderson ou Wayne Shorter que estava surgindo ao mesmo tempo.

Do álbum 'Boss Tenor' (1964)

Gene Ammons - sax tenor 
Tommy Flanagan - piano
Doug Watkins - baixo
Art Taylor - bateria
Ray Barretto - congas

Gene Ammons - Canadian Sunset

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Al Green

(Forrest City, Arkansas, 13 de abril de 1946)


Al Green, na década de 1970, foi famoso por sua bela voz, bons arranjos musicais e shows intensos. Após duas tragédias, uma envolvendo a namorada e a outra quando foi ferido em uma apresentação aproximou-o da religião, passando a pregar o evangelho e a cantar apenas música gospel. A extraordinária voz de Al Green, seus sussurros apaixonados e seus clamores sufocados, assim como uma série de sucessos lendários mergulhando fundo como na dolorosamente e bela 'Rainin'In My Heart', o fizeram inesquecível. O vocalista e produtor Willie Mitchell fez de Al Green o cantor de soul mais popular e influente do início dos anos 70, influenciando não só seus contemporâneos, mas também veteranos como Marvin Gaye. 

Green estava no auge de sua popularidade quando aproximou-se da religião depois que sua namorada Mary Woodson, após ter sua proposta de casamento recusada jogou 'grits', uma refeição típica do sul dos Estados Unidos, um mingau feito de milho e aveia, fervendo sobre Al, enquanto este tomava banho. O cantor teve queimaduras de segundo grau no abdome, nas costas e no braço. Após a agressão, Mary foi para um outro cômodo e se matou com uma arma de Green. Profundamente abalado com o episódio, Al Green se converteu ao cristianismo. Em 1976, ele já havia comprado uma igreja em Memphis. Embora seguisse gravando, as vendas de seus discos começaram a cair e cresciam às críticas sobre seu trabalho. No entanto, as gravações clássicas de Green nos anos 70 conservaram seu poder e influência ao longo das décadas, estabelecendo o padrão para a soul music. 

Do álbum 'Green is Blues' (1969)

Al Green - One Woman

Rosa Passos

(Salvador, Bahia, 13 de abril de 1952)


Cantora, compositora e violonista, de voz doce e afinadíssima, chamada pelo biógrafo Ruy Castro de 'João Gilberto de saias', Rossa Passos é também sucesso no circuito internacional de jazz e muito popular no Japão que mantém a bossa nova vivíssima. O sucesso é tão grande no país oriental que o álbum 'É luxo só' foi relançado devido à solicitação pelo mercado japonês. No álbum Rosa, como homenagem, Rosa espelha-se no repertório de uma das grandes vozes da musica brasileira, a 'Divina' Elizeth Cardoso. Rosa tem álbuns dedicados às obras de Tom Jobim, Dorival Caymmi e Ary Barroso. O mais recente é dedicado a Djavan. A baiana Rosa Passos está além do rótulo de bossa nova, Rosa é antes de tudo uma intérprete da boa MPB.
 
Do álbum 'É luxo só' (2011)

Rosa Passos - vocal e violão
Lula Galvão - guitarra acústica e arranjador
Jorge Helder - baixo
Rafael Barata - Rafael Barata

Rosa Passos - Diz que fui por aí

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Herbie Hancock

(Chicago, Illinois, 12 de abril de 1940)


Herbie Hancock será sempre uma das figuras mais reverenciadas e controversas do jazz, assim como seu mentor, Miles Davis. Mas, ao contrário de Miles, que avançou implacavelmente e nunca olhou para trás, Hancock avançou ziguezagueante entre quase todos os desenvolvimentos do jazz, seja eletrônico ou acústico. Embora se espelhando em Bill Evans, Hancock foi capaz de absorver blues, funk, gospel e até mesmo as influências clássicas com suas próprias leituras. Tendo estudado engenharia Hancock era perfeitamente adequado para a era eletrônica, no entanto, seu amor era também pelo piano de cauda. Seu estilo continuou a evoluir para formas cada vez mais complexas e poderia tocar tanto com uma banda de funk quanto acompanhar uma seção rítmica de puristas.

Hancock começou a tocar piano com sete anos e rapidamente se tornou conhecido como prodígio, solando Mozart em um concerto com a Sinfônica de Chicago aos 11 anos. Em 1961, foi convidado pelo trompetista Donald Byrd para se juntar ao seu grupo em Nova York, e em pouco tempo a Blue Note ofereceu-lhe um contrato solo. Em 1963 juntou-se a Miles Davis para as sessões do álbum 'Seven Steps to Heaven', ficando com o grupo por cinco anos e influenciando grandemente a evolução de Miles. Nesse período, a carreira solo de Hancock também floresceu gravando composições cada vez mais sofisticadas. Hancock também compôs a trilha sonora do filme 'Blow Up' de Michelangelo Antonioni, que gradualmente o levou a novas contribuições para trilhas sonoras. Em 1986, compôs a trilha sonora do filme ‘Round Midnight' do francês Bertrand Tavernier.

Depois de deixar a banda Miles Davis em 1968, agora profundamente imerso na eletrônica, Hancock adicionou sintetizador ao seu piano elétrico e as gravações tornaram-se mais espaciais e mais complexas. Em 1970, todos os músicos usavam nomes ingleses e africanos, Herbie era Mwandishi. O próximo passo foi criar um grupo de funk cujo primeiro álbum, 'Head Hunters', com o hit 'Chameleon', tornou-se o LP de maior sucesso até então. Manipulando todos os sintetizadores Hancock gravou vários álbuns de qualidade, mas se recusou a abandonar o jazz acústico e formou o quinteto VSOP (nome inspirado em uma classe de conhaque envelhecido e implicitamente de alta qualidade). Faziam parte do quinteto: Wayne Shorter, Ron Carter, Tony Williams e Freddie Hubbard. O line-up era idêntico ao quinteto de Miles Davis dos anos 1960, com a única diferença sendo Freddie Hubbard, em vez de Davis, no trompete. Com o passar dos anos, a sua versatilidade não mostrou nenhum sinal de desvanecer-se e Hancock continou compondo para filmes e tocando em festivais com os irmãos Marsalis, George Benson e muitos outros. 

Piano - Herbie Hancock
Guitarra - Pat Metheny
Baixo - Dave Holland
Bateria - Jack DeJohnette

Herbie Hancock - Cantelope Island (live)



'The Headhunters' foi uma banda de jazz-fusion formada por Herbie Hancock em 1973. O grupo fundia jazz, funk e rock.

Munique, Alemanha, 1989

Herbie Hancock - piano, keyboards
Bill Evans - sax
Wahwah Watson - guitarra
Darryl Jones - baixo
Ndugu Chancler - bateria
Mino Cinelu - percussão

Herbie Hancock & The Headhunters - Cameleon (live)

Johnny Dodds

(Nova Orleans, Luisiana, 12 de abril de 1892)


Johnny Dodds foi um clarinetista e saxofonista norte-americano de jazz e blues. Embora nunca tenha sido tão famoso como Louis Armstrong ou Jelly Roll Morton, desempenhou um papel fundamental em trazer o spiritual de New Orleans para um público mais amplo. Seu modo expressivo de tocar que evocava gritos e emoções humanas, serviu de modelo para Jimmy Dorsey e Benny Goodman que esgueirava-se pelos clubes de Chicago para ouví-lo. Enquanto outros sonhavam com os holofotes, Dodds, um profissional consumado, se contentou em compor. 

Johnny Dodds and his Chicago Boys - Wild Man Blues

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Joss Stone

(Dover, Reino Unido, 11 de abril de 1987)


Joss Stone quando tinha 16 anos encheu o mundo de assombro ao cantar como se fosse nascida no delta do Mississippi. E o que mais surpreendeu os críticos é como uma inglesinha branca pode ter voz, ritmo e experiência para cantar a música negra norte-americana? Considerada fenômeno do soul antes de atingir a idade de 19 anos vendeu milhões de álbuns e foi indicada para quatro Grammys. Eclética no repertório, ela vai da soul music ao blues, com muito balanço e tem sido apontada como a mais jovem estrela na tradição musical da Motown, a gravadora das ‘Supremes’ e de Marvin Gaye.

Do álbum 'Colour Me Free' (2009)

Joss Stone & David Sanborn - I Believe It To My Soul




Joss Stone - Karma (live)

segunda-feira, 9 de abril de 2018

B.B. King, Eric Clapton & George Benson

No Auditório Cívico de Pasadena em 14 de fevereiro de 1999, Eric Clapton, BB King e George Benson apresentaram-se durante a transmissão do NAACP Image Awards,  premiação concedida anualmente, desde 1970, pela National Association for the Advancement of Colored People para os afro-americanos mais influentes do cinema, televisão e música do ano.

BB King, Eric Clapton & George Benson - Rock Me Baby